Alien é uma empresa de São José dos Campos - SP especializada em amplificadores valvulados de boutique. São produtos extremamente caprichados, onde nenhum detalhe passa desapercebido. Essa postura transformou em pouco tempo essa pequena empresa numa referência em amplificadores de guitarra valvulados fabricados no Brasil.
Recentemente lançaram um pedal de reverb que é deixaria Dick Dale de queixo caído. Ótimo custo benefício! Além de soar muito natural, também te dá a opção de reverbs mais exagerados, que podem ser muito úteis, dependendo do estilo de som que vc faz. É o meu primeiro pedal de reverb, e ao vivo é uma maravilha... tô adorando a possibilidade de acionar um reverb em solos, ou aquele reverb exagerado pra fazer certos climas.
Contrução é muito caprichada. O Space-O-Verb foi realmente projetado pra ser fabricado em série. Desde o recorte da caixinha, até a posição de todos os componentes internos parecem ter sido projetados pra funcionar em conjunto.
A Alien poderia ter feito esse reverb numa caixinha qualquer, um knob genérico e uma plaquinha universal. Com uma montagem improvisada, ia ganhar mais dinheiro e todo mundo falaria bem do produto, pois o som é realmente muito bacana. Mas esse capricho todo mostra que a Alien tá pensando grande. Mesmo ainda sendo uma empresa pequena, em pouco tempo a Alien ja tem fama de fabricar produtos como gente grande... Não foi à toa que esse pedalzinho parou nas mãos do australiano Brett Kingman, guitarrista de James Reyne do Australian Crawl.
Site do fabricante:
http://www.alienamplificadores.com.br/
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Univox Hi-Flier
Elas foram fabricadas no Japão entre 1968 e 1978, e viraram as cópias da Mosrite Ventures mais badaladas por conta de Kurt Cobain, que tinhas várias no seu set. A minha é da fase 3 (1974-1976), quando os captadores P-90 foram substituídos pelos humbuckers. O corpo é de poplar, escala em rosewood e o braço de uma madeira não identificada...parece com maple, mas não tenho certeza.
Comprei no Mercado Livre por um bom preço, mas a guitarra tava toda detonada. Veio toda desmontada, e parece que o antigo dono não ligava muito pra regulagens. O tensor funcionava, mas o braço apresentava uma leve torção. Além disso, os trastes pareciam ser os originais, e estavam tão gastos que foi bem difícil arranca-los.
Assim que ela chegou, fui no luthier Ricardo Terra pedir um "help". Foi uma consulta rápida. Arrancamos os trastes e ele me ajudou a nivelar a escala e corrigir o problema de torção. Ja em casa, no mesmo dia instalei trastes novos, regulei o braço e as oitavas, fiz um nut de osso e refiz a parte elétrica, que é muito simples.
É uma guitarra bem peculiar... O braço é bem pequeno, e o corpo muito mais fino leve que todas as minhas guitarras. O tremolo funciona muito bem, e as tarraxas ainda seguram a afinação. Cheguei a testar um Dimarzio Paf na ponte e gostei muito do resultado, mas os captadores originais estão segurando a onda...não faço questão de trocar agora.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Ricardo Terra - Curitone 001

Esse é um projeto que comecei a desenvolver com o luthier Ricardio Terra há uns 2 anos. Falta muito pouco pra ficar 100%, mas ja é uma das minhas melhores guitarras. Além do timbre ideal que imagino pra minha guitarra no Moptop, a idéia é que fosse um instrumento confortável, prático e muito resistente, pra aguentar as viagens.
Sim! Além da Fender Mustang, o design do corpo também foi inspirado em algumas das guitarras mais marginais do mercado. Tonante e Jennifer foram marcas de grandes fontes de inspiração. Nas pesquisas também não ficaram de fora as gringas bizarras como Kay , Eko e Hofner.
Pra evitar muito erros na primeira Curitone, comecei o desenho com base numa planta da Fender Stratocaster. Mesmo sendo um projeto muito antigo, pra mim é uma das guitarras mais bem resolvidas. Mesmo quando não me dava bem com as Strats nos shows, eram as guitarras que mais gostava de tocar em casa, e com a Curitone eu queria a mesma coisa.
Fiz as medidas do braço pensando no conforto da minha Fender Strat reed 62. As marcaçoes das casa no visual da Hofner Galaxie, e o headstock da Epiphone Wilshire e Gibson Firebird. A diferença é q na Curitone a angulação do headstock com o braço é menos acentuada , evitando que o headstock fique tão exposto a possíveis acidentes. Se a guitarra estiver deitada em alguma superfície plana, o braço não sofre nada pq o headstock não encosta na superfície. Em outras palavras, se a guitarra estiver deitada palco e alguém pisar em cima do corpo, nada acontece.
Fiz questão de usar apenas madeiras nativas na construção dessa guitarra. A Curitone tem corpo em Freijó, barço em Jatobá ( colado em 3 partes ) e escala em Jacarandá.
A ponte foi de uma Ibanez Artcore ( com roller nos carrinhos ), tremolo de uma Giannini antiga, tarraxas Gotoh e nut de osso.
Como em quase todas as minhas guitarras, os trastes são jumbo. Não sou fritador, mas falta pouco pra eu começar a escalopar as guitarras.
Vários captadores captadaores ja passaram pela Curitone. Todos enrolados pelo Ricardo Terra, tentando criar a sonoridade mais interessante pra mim dentro do Moptop, e acho que cheguamos numa fórmula bem interessante. O da ponte é um single segue a linha do que foi feito pra Fender Strat e pra Telecaster do marceneiro. Enrolado com fio 42, tem saída em torno de 10k e polos de AlNiCo 5 com 6mm de diâmetro. O captador do braço é um humbucker enrolado com fio 43, tem 12 polos de AlNiCo 5 e saída em torno de 6k. Esse captador não fica legal com distorçoes, mas em compensação, nunca escutei uma guitarra com o som limpo tão bonito. Pra tentar criar mais opçoes do som, foram instaladas 2 chaves de 2 posiçoes para esplitar os captadores. Essas chaves foram instaladas no começo do projeto, qdo o captador da ponte ainda era um humbucker. Hoje, só a chave do braço funciona. Além dessas chaves, existem controles independentes de volume, um controle de corta graves e outro de corta agudos. A posição da chave seletora de captadores foi copiada da Giannini Diamond. Costumo mudar a captação no meio das músicas e aquela posição e aquele modelo são os que funcionam melhor.




Yeah!!!
sábado, 24 de janeiro de 2009
Dolphin Strato
Sabe aquele guitarra que ninguém dá nada, e é possível comprar por qualquer 150/200 merréis no Mercado Livre? ...então, é essa mesmo!
Essa Dolphin foi fabricada depois da "Era Assale", por volta de 1991/1992. Braço de pau marfim "one piece", corpo de mogno, ponte e tarraxas razoáveis, trastes tipo "vintage", dos mais fininhos e parte elétrica em péssimas condiçoes.
O acabamento dela não é dos melhores. Comparando com uma Fender, tem o shape do corpo meio irregular, com bordas não tão arredondadas como no modelo original, mas que pra mim é apenas um detalhe. O encaixe com o braço tb parece ter sido feito nas coxas e tinha um erro meio grosseiro, mas que foi facilmente corrigido. Ja o braço é fantástico! Lembra muito o da minha Fender Reed 62. Diferente dos braços convencionais de strats, ele tem o traste zero, que eu não gosto muito nessa Dolphin. Talvez por ser distânte do nut, pois todo bend que dou nas primeiras casas vem com um som baixinho da corda arrastando nos sulcos do traste zero. Ok, isso é frescura...
Com o tensor funcionando bem, bastava trocar a parte elétrica pra guitarra dar os primeiros sinais de vida.
A primeira coisa q fiz foi mandar pro luthier Ricardo Terra. Ele blindou a parte elétrica, refez o captador da ponte, trocou alguns pots, o pickguard e o jack mono por um stereo. Ficou muito interessante, mas como era pra fazer um par com a G&L, precisava de mais ganho. Cheguei a fazer um show importante com ela nessa época,e foram só elogios. Mas mesmo assim, queria mais pressão, e troquei o imã cerâmico por 12 moedinhas de neodimium. Melhorou um pouco, mas ainda falta mais gás. Acho q o problema maior foi reaproveitar aquela capinha original, que além de muito grossa, tem a curvatura maior que a escala, deixando o captador muito longe das cordas. Ricardo ficou de fazer alteraçoes no captador.
Recentemente fiz minha segunda troca de trastes, e ja tô ficando craque! A guitarra ficou fantástica. Ótima pegada, e mesmo com 011, tá muito confortável. O que tá me matando é esse corpo de mogno, q é pesado pra cacete!
Instalei também uma chave de 2 posiçoes pra ligar o captador do braço com o da ponte, como uma telecaster. Ja tinha esse mesmo recurso na G&L e na Fender, que tem sido muito útil em algumas músiacas do disco novo.
Não dá pra comparar essa guitarra com uma Strat convencional, com corpo de Alder e braço de Maple. Não existe melhor ou pior... cada uma tem suas vantagens e desvantagens. Pelo preço e com um pouco de sorte, essa pode ser ser uma excelente guitarra pra fazer alteraçoes.
Yeah!
Essa Dolphin foi fabricada depois da "Era Assale", por volta de 1991/1992. Braço de pau marfim "one piece", corpo de mogno, ponte e tarraxas razoáveis, trastes tipo "vintage", dos mais fininhos e parte elétrica em péssimas condiçoes.
O acabamento dela não é dos melhores. Comparando com uma Fender, tem o shape do corpo meio irregular, com bordas não tão arredondadas como no modelo original, mas que pra mim é apenas um detalhe. O encaixe com o braço tb parece ter sido feito nas coxas e tinha um erro meio grosseiro, mas que foi facilmente corrigido. Ja o braço é fantástico! Lembra muito o da minha Fender Reed 62. Diferente dos braços convencionais de strats, ele tem o traste zero, que eu não gosto muito nessa Dolphin. Talvez por ser distânte do nut, pois todo bend que dou nas primeiras casas vem com um som baixinho da corda arrastando nos sulcos do traste zero. Ok, isso é frescura...
Com o tensor funcionando bem, bastava trocar a parte elétrica pra guitarra dar os primeiros sinais de vida.
A primeira coisa q fiz foi mandar pro luthier Ricardo Terra. Ele blindou a parte elétrica, refez o captador da ponte, trocou alguns pots, o pickguard e o jack mono por um stereo. Ficou muito interessante, mas como era pra fazer um par com a G&L, precisava de mais ganho. Cheguei a fazer um show importante com ela nessa época,e foram só elogios. Mas mesmo assim, queria mais pressão, e troquei o imã cerâmico por 12 moedinhas de neodimium. Melhorou um pouco, mas ainda falta mais gás. Acho q o problema maior foi reaproveitar aquela capinha original, que além de muito grossa, tem a curvatura maior que a escala, deixando o captador muito longe das cordas. Ricardo ficou de fazer alteraçoes no captador.
Recentemente fiz minha segunda troca de trastes, e ja tô ficando craque! A guitarra ficou fantástica. Ótima pegada, e mesmo com 011, tá muito confortável. O que tá me matando é esse corpo de mogno, q é pesado pra cacete!
Instalei também uma chave de 2 posiçoes pra ligar o captador do braço com o da ponte, como uma telecaster. Ja tinha esse mesmo recurso na G&L e na Fender, que tem sido muito útil em algumas músiacas do disco novo.
Não dá pra comparar essa guitarra com uma Strat convencional, com corpo de Alder e braço de Maple. Não existe melhor ou pior... cada uma tem suas vantagens e desvantagens. Pelo preço e com um pouco de sorte, essa pode ser ser uma excelente guitarra pra fazer alteraçoes.
Yeah!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Ibanez Artcore AF75T
Qdo vencemos a etapa carioca do festival Claro q é Rock, ganhamos um prêmio em créditos pra gastar em instrumentos musicais. Rodei um dia intero na Teodoro Sampaio, e acabei levando ela como parte do prêmio.
No seu primeiro show, antes de entrar no palco, ela rodou a escada do palco do Teatro Odisséia e foi o santo mizinho q salvou seu headstock. Além dos arranhoes, a única coisa que aconteceu foi um mizinho arrebentado entre o headstock e as tarraxas. Acabei não tocando esse dia com a Ibanez, mas fiz praticamente todos os shows da tour do primeiro disco com ela. Outro "causo" curioso dela, foi qdo caiu da mala do carro do Daniel na subida da ladeira Sacopã. E ele só viu q alguma coisa estava errada depois de umas 3 curvas. A sorte é q foi de madrugada, e não havia nenhum carro pra passar em cima. Só o case ficou arranhado...
Ao contrário de que muita gente acredita, não é uma "hollow body" e sim uma "full hollow". Tem um som bem grave, e é só chegar perto do amp pra se ter aquela linda microfonia. Gostei tanto disso, que virou parte de muitos arrajos no Moptop.
O corpo é todo de maple ( imagino q seja laminado...não dá pra ver, mas é mais comum nesse tipo de guitarra ) , braço colado com aquele mogno que chamam de asiático e escala de rosewood. 2 humbuckers cerâmicos e um tremolo tipo Bigsby, que é sensacional. É uma das únicas guitarras que nunca mexi. A única coisa que fiz foi trocar os trastes.
Uma das coisas boas dela, é que eu consigo tirar um som bacana com qualquer amplificador. É foda, mas vc bota no seu rider um Fender Twin Reverb, e o contratante te dá um Jazz Chorus ou JCM 900. Enquanto a Strat tinha dias excelentes e outros bem fracos, ela sempre me dava a segurança que o som seria bacana.

Yeah!
No seu primeiro show, antes de entrar no palco, ela rodou a escada do palco do Teatro Odisséia e foi o santo mizinho q salvou seu headstock. Além dos arranhoes, a única coisa que aconteceu foi um mizinho arrebentado entre o headstock e as tarraxas. Acabei não tocando esse dia com a Ibanez, mas fiz praticamente todos os shows da tour do primeiro disco com ela. Outro "causo" curioso dela, foi qdo caiu da mala do carro do Daniel na subida da ladeira Sacopã. E ele só viu q alguma coisa estava errada depois de umas 3 curvas. A sorte é q foi de madrugada, e não havia nenhum carro pra passar em cima. Só o case ficou arranhado...
Ao contrário de que muita gente acredita, não é uma "hollow body" e sim uma "full hollow". Tem um som bem grave, e é só chegar perto do amp pra se ter aquela linda microfonia. Gostei tanto disso, que virou parte de muitos arrajos no Moptop.
O corpo é todo de maple ( imagino q seja laminado...não dá pra ver, mas é mais comum nesse tipo de guitarra ) , braço colado com aquele mogno que chamam de asiático e escala de rosewood. 2 humbuckers cerâmicos e um tremolo tipo Bigsby, que é sensacional. É uma das únicas guitarras que nunca mexi. A única coisa que fiz foi trocar os trastes.
Uma das coisas boas dela, é que eu consigo tirar um som bacana com qualquer amplificador. É foda, mas vc bota no seu rider um Fender Twin Reverb, e o contratante te dá um Jazz Chorus ou JCM 900. Enquanto a Strat tinha dias excelentes e outros bem fracos, ela sempre me dava a segurança que o som seria bacana.

Yeah!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Fender Stratocaster "Frankenstein" reed 62
Essa aí é a guitarra mais mexida que tenho. Deve voltar a fazer shows no ano que vem...
Comprei essa fofura há uns 4 anos atrás, na mesma loja de Niterói que me vendeu a "Teletorta". A guitarra é uma Fender Stratocaster reedição de 62 fabricada no Japão em 1987. Paguei bem barato, mas nunca vi uma Fender tão avacalhada. Veio com captação trocada, com o corpo bem detonado, trastes bem gastos e algumas marcaçoes na escala. Usei assim nos primeiros anos do Moptop, até a chegada da Ibanez Artcore ( ainda escrevo sobre ela ).
A verdade é que ela não tinha um som bacana pro Moptop. Volta e meia eu usava ela em alguns eventos, mas chegou a ficar parada no armário uns 6 meses, até a gente fechar o contrato com a Universal e acertar uma data pra gravar o primeiro disco.
Minha idéia era ter mais uma boa opção de timbre pra usar em algumas músicas. Pesquisando na internet, cheguei a conclusão que um kit de Vintage Noiseless casaria legal com ela. Não gostei...fiquei apenas um mês com os captadores e acabei trocando por um kit de Texas Special. Gravamos o disco com essa configuração, mas eu não tava nem um pouco feliz com a guitarra.
Depois da tour do primeiro disco, conheci o luthier Ricardo Terra, que além de fazer manutenção em instrumentos, fabricava captadores. Tava muito incomodado com a situação. Será que nunca vou me dar bem com a guitarra que Henderix, Jeff Beck, David Gilmour e etc fizeram istória??? Levei então no Ricardo, afim resolver logo a situação da guitarra. Se não ficasse boa, seria vendida pra alguém que gostasse de Stratocasters. O braço estava levemente empenado e o tensor teria que ser trocado, pois ja estava no seu limite e não poderia ser mais apertado. Nessa brincadeira, a escala que era fininha ( as de 62 são mais finas que as convencionais ) acabou quebrando e tive que gastar mais essa grana. No final das contas, foi até bom pq me deu a chance de fazer o serviço completo. Pra levantar uma grana, venderia os captadores Texas Special que estavam nela e faria um trio feitos pelo próprio luthier, que eram bem mais baratos e segundo ele mesmo, seriam muito melhores pro que eu queria. Não deu outra... a guitarra ficou foda!
Além do tensor novo, o braço ganhou uma barra de Ipê, que que é uma madeira muito dura. De maple mesmo, só tem a casquinha. Hoje o tensor tá lá quase de enfeite...
A escala original foi trocada por uma mais grossa, que no final acabou melhorando a pegada da guitarra, que ja era muito boa.
Trastes jumbo, nut de osso e escala com raio composto, onde perto do headstock a curvatura é mais acentuada, com mais conforto para os acordes e no final da escala, mais aberta, permitindo ação de cordas mais baixa.
Os captadores seguiram os moldes dos primeiros singles da Fender, onde o fio era rebobinado direto nos polos. Ficaram ótimos, mas como tinha "garantia", pedi que o da ponte tivesse uma bobina mais forte. Modifiquei algumas vezes, até que chegei na fórmula de saída de 10k e polos de AlNiCo de 6mm. Detalhes do resto do projeto, só com o Ricardo mesmo.
A guitarra também ganhou um sistema elétrico diferente. 1 volume, 1 corta graves, 1 corta agudos. O pot de corta agudos é um push pull, e qdo acionado, liga o captador da ponte com o do meio, como se fosse um humbucker. Além de uma chave que liga o captador da ponte com o do braço, como se fosse uma telecaster.
Depois de alguns anos, a guitarra que tinha o corpo de Agathis, ganhou um corpo de Alder.
Gravei quase todo o disco "Como se comportar" com ela. Essa guitarra é demais! Difícil encontrar uma Strat tão boa por aí...
Taí uma foto dela antes das modificaçoes...

Yeah!
Comprei essa fofura há uns 4 anos atrás, na mesma loja de Niterói que me vendeu a "Teletorta". A guitarra é uma Fender Stratocaster reedição de 62 fabricada no Japão em 1987. Paguei bem barato, mas nunca vi uma Fender tão avacalhada. Veio com captação trocada, com o corpo bem detonado, trastes bem gastos e algumas marcaçoes na escala. Usei assim nos primeiros anos do Moptop, até a chegada da Ibanez Artcore ( ainda escrevo sobre ela ).
A verdade é que ela não tinha um som bacana pro Moptop. Volta e meia eu usava ela em alguns eventos, mas chegou a ficar parada no armário uns 6 meses, até a gente fechar o contrato com a Universal e acertar uma data pra gravar o primeiro disco.
Minha idéia era ter mais uma boa opção de timbre pra usar em algumas músicas. Pesquisando na internet, cheguei a conclusão que um kit de Vintage Noiseless casaria legal com ela. Não gostei...fiquei apenas um mês com os captadores e acabei trocando por um kit de Texas Special. Gravamos o disco com essa configuração, mas eu não tava nem um pouco feliz com a guitarra.
Depois da tour do primeiro disco, conheci o luthier Ricardo Terra, que além de fazer manutenção em instrumentos, fabricava captadores. Tava muito incomodado com a situação. Será que nunca vou me dar bem com a guitarra que Henderix, Jeff Beck, David Gilmour e etc fizeram istória??? Levei então no Ricardo, afim resolver logo a situação da guitarra. Se não ficasse boa, seria vendida pra alguém que gostasse de Stratocasters. O braço estava levemente empenado e o tensor teria que ser trocado, pois ja estava no seu limite e não poderia ser mais apertado. Nessa brincadeira, a escala que era fininha ( as de 62 são mais finas que as convencionais ) acabou quebrando e tive que gastar mais essa grana. No final das contas, foi até bom pq me deu a chance de fazer o serviço completo. Pra levantar uma grana, venderia os captadores Texas Special que estavam nela e faria um trio feitos pelo próprio luthier, que eram bem mais baratos e segundo ele mesmo, seriam muito melhores pro que eu queria. Não deu outra... a guitarra ficou foda!
Além do tensor novo, o braço ganhou uma barra de Ipê, que que é uma madeira muito dura. De maple mesmo, só tem a casquinha. Hoje o tensor tá lá quase de enfeite...
A escala original foi trocada por uma mais grossa, que no final acabou melhorando a pegada da guitarra, que ja era muito boa.
Trastes jumbo, nut de osso e escala com raio composto, onde perto do headstock a curvatura é mais acentuada, com mais conforto para os acordes e no final da escala, mais aberta, permitindo ação de cordas mais baixa.
Os captadores seguiram os moldes dos primeiros singles da Fender, onde o fio era rebobinado direto nos polos. Ficaram ótimos, mas como tinha "garantia", pedi que o da ponte tivesse uma bobina mais forte. Modifiquei algumas vezes, até que chegei na fórmula de saída de 10k e polos de AlNiCo de 6mm. Detalhes do resto do projeto, só com o Ricardo mesmo.
A guitarra também ganhou um sistema elétrico diferente. 1 volume, 1 corta graves, 1 corta agudos. O pot de corta agudos é um push pull, e qdo acionado, liga o captador da ponte com o do meio, como se fosse um humbucker. Além de uma chave que liga o captador da ponte com o do braço, como se fosse uma telecaster.
Depois de alguns anos, a guitarra que tinha o corpo de Agathis, ganhou um corpo de Alder.
Gravei quase todo o disco "Como se comportar" com ela. Essa guitarra é demais! Difícil encontrar uma Strat tão boa por aí...
Taí uma foto dela antes das modificaçoes...

Yeah!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
DD1 - Dual Drive da NIG.
Esse pedal é alucinante!
Combina dois pedais de overdrive diferentes (o segundo é um pouco mais pesado) que podem ser comutados instantaneamente, evitando aquele sapateado na hora do solo ou um riff, e sem aqueles clicks chatos que só sujam o som. Os dois drives têm os mesmos controles, e além do volume, tone e drive cada um deles tem 3 opçoes de drive (overdrive , super overdrive e hyper overdrive). Com essas opçoes, é possível tocar desde blues até um hard rock com ótimas opçoes de drive. Eu tenho arriscado um Iron Maiden e tem ficado muito parecido. hehehe!
Um detalhe interessante do DD1 é o potenciômetro de tone. Ele não é tão radical como em outros pedais do gênero, e atua só no que é relevante. Isso pode parecer um ponto negativo, mas dá uma precisão enorme na escolha da tonalidade.
Tô curtindo muito o DD1! Achei o overdrive definitivo.

Yeah!
Combina dois pedais de overdrive diferentes (o segundo é um pouco mais pesado) que podem ser comutados instantaneamente, evitando aquele sapateado na hora do solo ou um riff, e sem aqueles clicks chatos que só sujam o som. Os dois drives têm os mesmos controles, e além do volume, tone e drive cada um deles tem 3 opçoes de drive (overdrive , super overdrive e hyper overdrive). Com essas opçoes, é possível tocar desde blues até um hard rock com ótimas opçoes de drive. Eu tenho arriscado um Iron Maiden e tem ficado muito parecido. hehehe!
Um detalhe interessante do DD1 é o potenciômetro de tone. Ele não é tão radical como em outros pedais do gênero, e atua só no que é relevante. Isso pode parecer um ponto negativo, mas dá uma precisão enorme na escolha da tonalidade.
Tô curtindo muito o DD1! Achei o overdrive definitivo.

Yeah!
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